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Publicado em 25/10/2013

Energia renovável alcançará 25% da produção mundial em 2018

A produção de energia renovável crescerá 40% até 2018

Fonte: http://www.furnas.com.br/detalhesNoticiaExterna.aspx?Tp=N&idN=1809 A produção de energia renovável (hidrelétrica, eólica e fotovoltaica, entre outras) crescerá 40% até 2018, atingindo 7 mil TWh ou 25% da matriz mundial. Em 2035, a previsão é que as fontes renováveis superem o gás natural, ficando atrás apenas do carvão na geração de energia. Os dados constam do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável, documento produzido pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) e apresentado nesta sexta-feira (25/10) no Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela IEA e o Ministério de Minas e Energia, contou com a presença dos diretores de Furnas Olga Simbalista e Cesar Ribeiro Zani. De acordo com o chefe da Divisão de Energia Renovável da agência, Paolo Frankl, China e Brasil liderarão o incremento das fontes renováveis nos próximos anos. Ele frisou que a expansão do mercado será acelerada mesmo em meio a incertezas sobre os rumos da economia mundial. “Os países emergentes compensarão o menor ritmo de crescimento e a volatilidade dos mercados norte-americano e europeu”, afirmou Frankl. O relatório da IEA aponta que o Brasil acrescentará 130 TWh de energia renovável até 2018. Com isso, a matriz nacional será de 600 TWh. Contribuem para isso leilões com contratos de venda de energia de longo prazo e financiamento a baixo custo. O potencial de crescimento recai sobre hidrelétricas, parques eólicos e usinas de biomassa de cana-de-açúcar. Por outro lado, segundo Frankl, a redução do preço do MWh nos leilões de energia brasileiros pode acarretar vulnerabilidade financeira aos empreendimentos . Ele conclui que o desenvolvimento do mercado de energia renovável dependerá, em longo prazo, de um quadro político e regulatório estável. A apresentação do relatório da AIE, que já contou com seminários nos Estados Unidos, Europa e Ásia, foi mediada pelo diretor geral do Cepel, Albert Cordeiro Gerber de Melo.